Tuesday, March 31, 2009

quando a última árvore tiver caído...



Quando a última árvore tiver caído,

Quando o último rio tiver secado,
Quando o último peixe for pescado,
Vocês vão entender que dinheiro não se come.
(Greenpeace)


Monday, March 09, 2009

Going somewhere?

- Where are you going?

- The same as you, I guess.
But before, I would like to see all the children smiling again, all the animals treated as they should be, the Planet free of money and power influences. Only kind and respectful people dreaming about a better future.

- In what world do you live?

Wednesday, March 04, 2009

Cálculos por cá...

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.
Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Mário Crespo, Jornal de Notícias

Vamos fazer uns cálculos simples...

- Reflexão enviada por um telespectador à CNN -

O plano de resgate de bancos com dinheiro dos contribuintes que ainda se discute no Congresso nos EUA, custará a impressionante cifra de 700.000 milhões de dólares; mais os 500.000 milhões que já foram entregues à banca, mais os milhares de milhões que os governantes da Europa entregarão aos seus bancos nesse continente.
Mas para tentar dimensionar um pouco as cifras envolvidas o telespectador fez o seguinte cálculo:

"O planeta tem 6.700 milhões de habitantes, se se dividisse - "só" os 700.000 milhões de dólares - entre os 6.700 milhões de pessoas que habitam o planeta, equivaleria a entregar-lhes 104 milhões de dólares a cada um."
"Com isso não só se erradicaria de imeditao toda a pobreza do Mundo, como automaticamente se converteria em milionários TODOS os habitantes da Terra."

Conclui dizendo: "Parece que realmente há um pequeno problema na distribuição da riqueza."

Sunday, March 01, 2009

Sabe o que come em Portugal?

Assista à reportagem:

(só é de facto cego quem não quer ver)


Touradas (ou acerca do fim das)

Viana do Castelo é oficialmente declarada a primeira “cidade anti-touradas” do país

É oficial. Depois de recentemente ter tomado uma decisão extraordinária no sentido de comprar a praça de touros local e de a transformar num centro de ciência viva, onde mais nenhum animal seria torturado, a Câmara Municipal de Viana do Castelo, na pessoa do seu Presidente, Defensor Moura, foi alvo de uma tremenda onda de louvor, agradecimento e apoio, nacional e internacional, gerada pela ANIMAL, que levou este autarca a declarar à comunicação social que acabar com as touradas em Viana do Castelo “foi a medida mais popular” que tomou, tendo recebido mais de mil mensagens de agradecimento e apoio vindas de todo o mundo.

Nessa mobilização de apoio e encorajamento, a ANIMAL apelou também a todos os seus membros e apoiantes que pedissem ao Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo para dar o passo natural seguinte e vital, que seria declarar oficialmente a cidade de Viana do Castelo a primeira cidade anti-touradas de Portugal, deixando de autorizar a realização de touradas em espaços públicos da cidade e impedindo a realização destes espectáculos sanguinários em todos os sentidos em que o município o possa fazer. E foi isso que aconteceu ontem, quando o Executivo da Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu, como noticia o “Público” (leia a notícia “Viana do Castelo é a primeira “cidade anti-touradas” do país”, em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367028), dar esse fundamental passo, declarando esta a primeira cidade oficialmente anti-touradas de Portugal, juntando-se às 53 cidades e vilas espanholas e às 3 localidades francesas que já foram oficialmente declaradas cidades ou vilas anti-touradas pelos respectivos municípios.

Segundo noticiou o “Público”, “Para [Defensor] Moura, a medida faz todo o sentido por ir de encontro ao perfil de cidade saudável adoptado há mais de uma década, especialmente desde que o município integra as redes, portuguesa e europeia, de Cidades Saudáveis. Para além do respeito pelos direitos humanos, preservação do património natural e promoção dos valores ambientais, o executivo socialista considera que o espírito, de cidade moderna e progressista, deve estender-se ao respeito pelos direitos dos animais”. Ainda segundo noticiou este diário, o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo declarou que “A defesa dos direitos dos animais não é compatível com a realização de espectáculos de tortura, que provocam sofrimento injustificado”.