Tuesday, December 22, 2009

Mensagem (quase) Natalícia

Caros amigos,

desculpar-me-ão pelos sucessivos emails, desculpar-me-ão pelas sucessivas mensagens com carácter informativo acerca dos direitos dos animais, que mais não são do que a tomada de consciência do mundo em que vivemos e da vontade e necessidade de o mudar.

Nesta época Natalícia, em que tanto se apregoa a bondade e a caridade, esses mesmos desejos vêm-se nas acções que cada um realiza, seja para consigo próprio, seja para com os outros que o rodeiam.

Mais do que tudo, gostaria de continuar a acreditar no humanismo da maioria dos seres humanos relativamente a todos os seres. Gostaria que das palavras e intenções se passasse à acção. Infelizmente este Natal vi acontecer na minha frente o desinteresse para com a solidão de outros seres humanos. Infelizmente este Natal, mais uma vez, vejo sobretudo o consumismo, vejo a fachada e os muros que se erguem. E por vezes é tão simples, basta abrir o coração e pôr mais um prato de sopa na mesa.
Morreram 46 sem abrigo na Polónia há duas noites atrás. Morrem milhares de pessoas à fome todos os dias por todo o mundo. Os países continuam a bater-se em guerras sangrentas por um bocado de terra que nunca chegará a pertencer-nos verdadeiramente. Quando acordará o ser humano de tamanha insensatez?!?

A desresponsabilização hoje em dia é enorme. E estamos todos interligados, quer estejamos disso conscientes quer não. Eu quero continuar a acreditar que é possível mudar o estado das coisas, se cada um de nós tomar delas consciência e fizer a sua parte.

Esta é a altura habitual da análise retrospectiva ao ano que finda. Fazem-se imensos planos, alguns dos quais não chegam a sair da gaveta. Porque não olhar para o lado e ver que de pequenos gestos, por vezes de pequenos sorrisos até, se pode fazer uma diferença enorme em quem nos rodeia?
Porque não parar e olhar com olhos de ver o mundo em que vivemos?
Porque não questionar a lógica das coisas?
Porque não pensarmos por nós próprios naquilo que verdadeiramente nos faz felizes?
Porque não distribuir mais amor, mais abraços, mais vida?
Porque não distribuir mais esperança?
Devagar, devagarinho, tudo à nossa volta começa a mudar.
Não só vemos com mais clareza a insensatez do mundo, mas também vemos mais e mais pessoas que decidiram fazer a sua parte e contribuir para um mundo melhor.

A todos vós desejo tudo de bom. E que um mundo extraordinário se revele a vossos pés :-)

Abraço,

Marta Dutra



1 comment:

Maria Inês said...

Pois é Marta. Li e reli e parecia o meu coração a falar. Eu, muito mais velha do que tu continuo a pensar e a ter esperanças num mundo mais sincero, mais são, mais humano. Olho à minha volta e vejo pessoas prontas a dar as mãos, mas logo de seguida aparece quem quer a todo o custo cortar esse elo. Penso muitas vezes se será maldade ou ignorancia. È tão fácil dar a mão, é tão fácil sorrir e quão saudável é. Choca-me ver a falta de sensibilidade de algumas crianças para com o mundo que as rodeia. Uma das minhas lutas é despertar nas crianças o respeito que a Natureza nos merece, as plantas, os animais e os velhinhos. Tenho esperança que alguma semente vá nascer. Tenho a esperança que sim.
Citando Luther King « Sonho que um dia haverá pão em todas as mesas.» e acrescento e todas as pessoas e animais tenham as mesmas oportinidades de serem respeitados e estimados.
Abraço
Maria Inês