Monday, September 29, 2008



a estupidificação e o entendimento crescem em conjunto


neste caso substituo a palavra entendimento por 'crescimento pessoal'.
e o que é isso de crescimento pessoal? mais um cliché na moda? onde proliferam livros e inúmeros cursos? não deveríamos todos ter ultrapassado a idade dos porquês?
- tudo isto pergunta a mente, o ser racional.

o EU e a mente são duas (chamemos-lhe) entidades distintas. é difícil compreender este conceito, mas quando integrado, faz-se luz.
aprendemos a distinguir entre mente/pensamento e sentimento/emoção/SER. a nossa natureza torna-se clara e o nosso objectivo também.

o nosso EU identifica-se de mais perto com toda a natureza e seres vivos e sente cada perda ou mal/dano infligido a cada ser vivo como um dano infligido a si próprio. o sofrimento do outro torna-se intolerável. é muito pouco tolerável também a tal estupidificação e embrutecimento de quem desumanamente mata, causa sofrimento dos mais variados modos a outras pessoas e animais e demais seres vivos.

a guerra torna-se um acto abjecto. incompreensível.


qual o objectivo de se ser senhor da guerra? e senhor da luta de poderes?


o ser humano engana-se e inicia jogos de consequências catastróficas para toda a humanidade.
e está convencido de que fica cá para todo o sempre a negociar e regatear os pedaços de terra em que dividiu o Planeta e a jogar com preços de acções e petróleo.

parece conversa de crianças e de concursos de beleza apelar à paz? meus amigos, que outro objectivo o desta estadia para além dela desfrutar preservando ao máximo o planeta que legaremos às gerações vindouras? que outro objectivo o da nossa estadia para além de passar o legado a alguém?
é que a vida acaba-se cedo. por vezes demasiado cedo... e quando há essa oportunidade, muitas pessoas pensam nos escassos momentos que por vezes antecedem a partida que se voltassem a nascer fariam tudo diferente.
o momento para tornar tudo diferente é HOJE.


isto tudo a propósito de quê?


da brutalidade que continua a existir contra os nossos animais, que desta vez bateu à porta de uma amigo meu, tendo encontrado mais um dos seus animais de estimação (o que seria o mesmo que dizer um dos seus familiares) morto por envenenamento.

a estupidificação e o entendimento caminham em conjunto. a esperança é que a primeira se transforme na segunda.

Wednesday, September 24, 2008

Dias de Melo


Nascido na ilha do Pico, Freguesia da Calheta de Nesquim, Concelho das Lajes do Pico, José Dias de Melo morreu hoje, aos 83 anos, após 50 anos de vida literária com várias obras publicadas, entre as quais PEDRAS NEGRAS, traduzida em inglês e japonês. Talvez como ninguém, Dias de Melo soube retratar e enobrecer a vivência picoense, em especial as gentes dos mares, os valentes protagonistas da saga baleeira. E a literatura do século XX perde um dos seus grandes nomes.

Sunday, September 14, 2008

ATÉ QUANDO?!?

Hoje li uma notícia antiga que me deixou sem palavras, tamanha a atrocidade. Deixou-me sem palavras, mas com vontade de vomitar. Foi esta a notícia no meio de tantas outras.



Um cão foi mutilado com uma máquina de ceifar, na passada terça-feira, em Cacia, concelho de Aveiro. O responsável pelo acto abandonou o cão sem assistência, tendo o animal morrido passadas 24 horas. O homem, que vivia em terrenos adjacentes ao local onde o cão se encontrava, não foi em momento algum ameaçado pelo animal, que tinha cerca de um ano e era de pequeno porte, garantem testemunhas. A GNR está a investigar o caso.

Armanda Pinto Ribeiro, de 50 anos – voluntária de três associações de defesa dos animais e que vive perto do local onde o cão foi mutilado – foi contactada pela dona do animal quando esta percebeu, passadas mais de 15 horas, que ele ainda estava vivo. As duas levaram o cão à clínica Planeta Animal, em Aveiro. Aqui, o animal foi assistido, tendo chegado a ser preparado para uma cirurgia com o objectivo de lhe serem amputadas as quatro patas, mas acabou por não resistir à extensão dos ferimentos e ao número de horas que ficou sem assistência.

"Sabemos quem foi o indivíduo que fez isto. Ele tinha ordens para cortar a erva do terreno, que pertence a umas pessoas de Lisboa, e quando foi para lá com a máquina de ceifar, viu o cão e mutilou-o. Ele fez de propósito, por crueldade. Ele até teve que fazer marcha-atrás com a máquina, para passar por cima do cão. O animal tentou fugir, num primeiro momento, mas depois deve ter ficado desorientado, com o barulho, e acabou por ser apanhado".

"No fim ele ainda se virou para a dona, que assistiu a tudo sem poder fazer nada, e disse-lhe 'O teu cão, esquece, ficou arrumado!'", indicou ainda Armanda Pinto Ribeiro ao PÚBLICO, confirmando que o cão era de pequeno porte, tinha cerca de um ano, e não era ameaçador.

Os donos do animal dirigiram-se à GNR para apresentar queixa, onde lhes terão solicitado os documentos de registo do animal e o boletim de vacinas, que o animal não tinha, como explicou ao PÚBLICO o tenente comandante Faria, do destacamento da GNR de Aveiro.

Para apresentar queixa deveriam ter os documentos", diz, acrescentando que esta acabou por não ser apresentada. "Ninguém recusou a queixa", garante o graduado. Mas confirma, após a questão lhe ser colocada, que, havendo testemunhas que confirmassem que as pessoas em causa eram proprietárias do cão, isso bastaria para seguir com a queixa em frente, mesmo sem documentos.

A queixa sobre a agressão ao animal acabou por chegar depois à GNR pela linha SOS ambiente e o tenente comandante Faria afirma que "estão a correr as diligências levadas a cabo pela equipa de protecção da natureza e ambiente para apurar a verdade dos factos e definir se existe matéria contra-ordenacional ou criminal".

De acordo com informação disponível no site da associação ANIMAL, a violência contra animais é punível com coimas cujos valores podem variar entre os 500 e os 3740 euros. Mas Miguel Moutinho, da associação, explica que a agressão a animais não consta como crime na legislação portuguesa. E que a única maneira de punir criminalmente quem agride é encarando a agressão como um crime de dano de propriedade. Para isso os donos têm de ser identificados como tal. O caso passa então para a esfera do Ministério Público, a quem se pode apresentar a queixa directamente.

"Se for um cão vadio não se trata de um crime. A legislação portuguesa não tipifica como crime um único acto de violência contra animais. Mas aqui há crime de dano, a propriedade de alguém foi destruída. Sem dono, a agressão leva a uma mera contra-ordenação. E se o agressor não tiver dinheiro fica tudo na mesma", explica Miguel Moutinho.

26/06/2008 Fonte: www.cacia.pt

E sobretudo, faça rimas ricas, ainda que de realidades pobres

Texto escrito em 06/08/07


Há textos que não aduzem à alocução mental produtiva.
Nem margens dão a um laivo de reflexão limitada.
São pensamentos pobres colhidos em terra improdutiva.
Idéias verdes, não maduras, que não aguardaram serem colhidas.
Sementes de frutos nobres que jamais foram cultivados.

Mas toda idéia, que por natureza é perecível,
É também grávida da dádiva de ser reciclada.
Manifeste-se em palavras, com mestria, sem academicismos.
Misture, mescle, pinte idéias e símbolos prenhez de aforismos.
E sobretudo, faça rimas ricas, ainda que de realidades pobres.
Pois é da palavra simples que sai de ti,
Que se alforria da alma a tua parte mais nobre.

Martius de Oliveira

Monday, September 01, 2008

em Retiro

ainda existem sítios assim. onde o tempo pára e apetece ficar num aconchego.


Retiro da Fraguinha - Serra da Arada - http://www.pesnaterra.com/

Pés na Terra - Turismo, Desenvolvimento Rural e Valorização Humana


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Xavier: o cão de guarda do sítio. conseguiu sobreviver ao rigoroso Inverno da serra sózinho, de finais de Janeiro a Maio.

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