Sunday, September 14, 2008

E sobretudo, faça rimas ricas, ainda que de realidades pobres

Texto escrito em 06/08/07


Há textos que não aduzem à alocução mental produtiva.
Nem margens dão a um laivo de reflexão limitada.
São pensamentos pobres colhidos em terra improdutiva.
Idéias verdes, não maduras, que não aguardaram serem colhidas.
Sementes de frutos nobres que jamais foram cultivados.

Mas toda idéia, que por natureza é perecível,
É também grávida da dádiva de ser reciclada.
Manifeste-se em palavras, com mestria, sem academicismos.
Misture, mescle, pinte idéias e símbolos prenhez de aforismos.
E sobretudo, faça rimas ricas, ainda que de realidades pobres.
Pois é da palavra simples que sai de ti,
Que se alforria da alma a tua parte mais nobre.

Martius de Oliveira

1 comment:

Martius de Oliveira said...

Amiguinha Marta Dutra!!!!

Fiquei lisonjeado pelas belas palavras que nem eu mesmo fiz dezenas de poemas/prosa sei lá o que. Parece que foi macumba que jogaram em mim mas não, foi só uma chuva de realidade que vaga sozinha pelas ruas. A excelente e quase impossível de localizar achou vários outros lugare engolidos pela Chuvamoto que naquele dia...

Mas a Mão do Pai sabe quando deve ergue-la em socorro dos seus filhos. Parece estranho mas de manhã trabalho com acupuntura e à tarde no CTI (Tecnologia da Informação) e não sei bem o porquê as pessoas refutam tudo o que elas não sabem e nem nunca irão aprender. Vago o olhar, sim entre os canais vejo o fluxo da água do mar que em correntes que avançam com a truculência intimorata para depois pelos cantos e canículas sucumbem que desistem então que recuam indolentes, Assim é o Brasil, que me pune por salvar vidas e que chamam de lixo quem ajudou as vítimas e herói o que digita estultícias como um trilobita do pré-cambriano. Pois é... uma boa xícara de café frio.