Saturday, August 18, 2007

sou os mil ventos que sopram

Não pares junto à minha campa a chorar,
Porque não estou lá.
Não estou adormecido.
Sou os mil ventos que sopram,
Sou o brilho do diamante na neve,
Sou a luz do Sol na semente madura,
Sou a chuva branda do Outono.
Na quietude macia da luz matutina
Sou a ave que voa veloz.
Não pares junto à minha campa a chorar,
Eu não estou lá,
Eu não morri.

(autor desconhecido)

2 comments:

Jose Augusto Soares said...

Há muitas campas "vazias", de facto. Mas imortais há poucos...donde ser fundamental encarar tudo isso com optimismo (o possível...)e aproveitar bem o quotidiano.

Bonito poema.

Helder Ribau said...

espetacular o teu blog